Quando algo dá errado em um atendimento hospitalar, uma dúvida muito comum é: como saber se foi erro médico?
Essa pergunta é legítima, afinal, quando a saúde está em jogo, é natural querer entender o que aconteceu e se aquilo poderia ter sido evitado. Por isso, é essencial compreender a diferença entre negligência, imprudência e imperícia.
Esses termos são usados no Direito Médico para classificar situações em que um profissional da saúde — como médicos, enfermeiros ou técnicos — pode causar danos a um paciente.
Embora pareçam palavras difíceis, todas elas representam falhas que, infelizmente, ainda ocorrem em hospitais, clínicas e consultórios.
E o mais importante: ao entender o que é negligência médica, o que é imprudência e o que é imperícia, você poderá identificar um erro médico com mais clareza e até buscar seus direitos, caso seja necessário.
Vamos conversar sobre isso com calma e em uma linguagem simples?
O que é negligência médica?
A negligência médica acontece quando o profissional da saúde deixa de fazer algo que era necessário. Em outras palavras, é uma omissão. Não estamos falando de um erro de execução, mas sim da falta de ação.
Por exemplo, imagine que um paciente chega a um pronto-socorro com sinais claros de infarto, mas o médico não solicita exames básicos como o eletrocardiograma. Horas depois, esse paciente sofre uma parada cardíaca. Nesse caso, houve negligência médica, pois o profissional não tomou a atitude esperada para aquele quadro clínico.
Outro exemplo? Uma enfermeira esquece de administrar a medicação no horário correto. Isso pode parecer pequeno, mas dependendo do caso, esse atraso compromete o tratamento — e caracteriza negligência médica.
Se você passou por algo parecido e quer saber como identificar um erro médico, preste atenção à falta de ação ou descuido por parte dos profissionais. É aí que mora a negligência.
E o que é imprudência?
A imprudência é diferente da negligência. Aqui, o erro acontece quando o profissional age sem os devidos cuidados, ou seja, com pressa, excesso de confiança ou precipitação.
Um exemplo real: o médico aplica um medicamento sem verificar se o paciente tem alergia à substância. A informação estava no prontuário, mas foi ignorada. Isso é imprudência, pois houve ação — só que feita de forma insegura e sem cautela.
Outro caso comum de imprudência médica é o da cirurgia realizada às pressas, sem exames prévios essenciais. Nesses casos, o paciente é exposto a um risco desnecessário, algo que poderia ser evitado com mais atenção.
Então, se você quer entender o que é imprudência e como saber se foi erro médico, pense na seguinte situação: o profissional até fez algo, mas fez mal feito porque foi rápido demais, ou não pensou nas consequências.
Agora, o que é imperícia?
Imperícia tem relação direta com a falta de preparo técnico. Aqui, o problema é que o profissional não tem o conhecimento necessário para realizar certo procedimento ou tomar determinada decisão.
Por exemplo, um médico recém-formado, que nunca realizou uma cesárea, decide fazer o parto de emergência sozinho. Se algo dá errado, pode ter havido imperícia, pois ele não tinha experiência suficiente para aquele caso específico.
Outro exemplo é o de um técnico de enfermagem tentando interpretar um exame de imagem sem ter formação para isso — e passando informações erradas ao médico responsável. Isso também pode ser caracterizado como imperícia.
Então, se você se pergunta o que é imperícia ou como identificar um erro médico por falta de qualificação, observe se o profissional realmente sabia o que estava fazendo.
Quando o médico pode ser responsabilizado?
A dúvida mais comum após uma situação dessas é: quando o médico pode ser responsabilizado?
No Brasil, a responsabilidade pode ser de três tipos:
- Civil: quando o profissional ou a instituição precisa indenizar o paciente pelos danos causados;
- Penal: quando a conduta é tão grave que pode ser considerada crime (como homicídio culposo, por exemplo);
- Administrativa: quando o erro resulta em punições pelo conselho profissional (como o CRM).
Mas atenção: nem todo erro é motivo de punição. É preciso provar que houve negligência, imprudência ou imperícia, e que isso causou dano ao paciente.
Por isso, entender a diferença entre negligência, imprudência e imperícia é fundamental. Isso ajuda a identificar se houve mesmo falha profissional ou apenas uma complicação natural do tratamento.
E os direitos do paciente em caso de erro médico?
Os direitos do paciente em caso de erro médico estão protegidos pela lei brasileira. Se o atendimento causou danos físicos, emocionais ou financeiros, o paciente pode:
- Pedir uma indenização por danos morais e materiais;
- Solicitar a revisão ou correção do tratamento;
- Levar o caso aos conselhos de classe (CRM, COREN, etc.);
- Procurar a Justiça, por meio de um advogado especializado em Direito Médico.
Saber como identificar um erro médico e quando o médico pode ser responsabilizado é o primeiro passo para garantir esses direitos.
A informação é a principal aliada do paciente.
Conclusão
Como vimos, entender o que é negligência médica, o que é imprudência e o que é imperícia pode fazer toda a diferença na hora de avaliar um atendimento de saúde.
Saber como saber se foi erro médico ou como identificar um erro médico é mais do que uma questão técnica — é um ato de cuidado consigo mesmo e com quem a gente ama.
E, se houver alguma falha grave, buscar orientação jurídica é um direito seu.
Afinal, todos merecem um atendimento digno, humano e seguro.
Este artigo tem apenas propósitos informativos e não constitui aconselhamento jurídico. Se você tiver dúvidas, entre em contato conosco, estamos à disposição para ajudá-lo.